Milhares de gregos inundaram esta sexta-feira o centro de Atenas com marchas de protesto contra o plano de austeridade apresentado pelo Governo socialista de Georges Papandreou. A polícia usou gás lacrimogéneo e canhões de água para dispersar manifestantes. No Luxemburgo, o chefe do Executivo grego ficou a saber que o Eurogrupo exclui uma ajuda financeira imediata.
O dia amanheceu calmo em Atenas, depois de uma madrugada de confrontos entre grupos de manifestantes e unidades da polícia de intervenção. Mas as tréguas foram efémeras. Em dia de novas greves e marchas de protesto convocadas pelas diferentes federações sindicais, a ira contra o aperto das medidas de contenção nas contas públicas depressa deu lugar a batalhas urbanas entre as forças de segurança e os cidadãos. Grupos de jovens foram reprimidos com canhões de água e granadas de gás lacrimogéneo quando atiravam pedras à polícia, que não hesitou em carregar sobre outros manifestantes.
Diante do edifício do Parlamento, uma concentração convocada pelas grandes centrais sindicais do país degenerou em violência depois de os grupos de jovens terem interrompido o discurso de um dirigente. Horas antes, milhares de manifestantes recrutados pelo PAME, o sindicato afecto aos comunistas do KKE, juntavam-se no centro da cidade para dizer “não às medidas antipopulares”, uma das frases inscritas nos cartazes da organização.
Uma sondagem difundida pela estação Skai TV indica que perto de três quartos dos 530 inquiridos estão contra a última estratégia de austeridade gizada pelo Executivo de Papandreou, sob pressão da Comissão Europeia. Os aumentos do imposto sobre os combustíveis e do IVA, assim como o congelamento das pensões de reforma, são as medidas mais contestadas. No entanto, 50 por cento dos inquiridos apoiam os cortes nos vencimentos da Função Pública, 65 por cento aceitam o aumento das taxas sobre o álcool e os cigarros e 82 por cento aplaudem o reforço da carga fiscal sobre os bens de luxo. Setenta e oito por cento acreditam que o Governo vai conseguir implementar todas as medidas sancionadas por Bruxelas.
O maior sindicato do sector público (Adedy) está a preparar uma nova greve geral – a segunda em menos de um mês – que ameaça paralisar a economia do país entre os dias 11 e 16 de Março. A iniciativa já mereceu o apoio do GSEE, a maior central sindical do sector privado. As duas estruturas representam, juntas, metade de uma força de trabalho de cinco milhões de pessoas.
Parlamento aprova plano
Enquanto as manifestações preenchiam as ruas, o Parlamento aprovava, em sessão extraordinária, um projecto de lei intitulado “Medidas de emergência para fazer face à crise financeira”. O plano de austeridade foi aprovado com os votos da maioria socialista, que detém 160 dos 300 assentos. Os comunistas ortodoxos abandonaram a sala no momento da votação, imunes aos apelos do ministro das Finanças, George Papaconstantinou, no sentido de o país “reconquistar a credibilidade nos mercados”.
O pacote anunciado pelo Governo na quarta-feira tem como objectivo de base poupar 4,9 mil milhões de euros e abater, este ano, o défice das contas públicas em quatro pontos percentuais para os 8,7 por cento do produto interno bruto.
As greves são por estes dias a arma de eleição dos sindicatos para contestar o jugo da disciplina orçamental. A par de várias greves sectoriais, as centrais GSEE e Adedy apelaram a uma paralisação de três horas. Ao início da tarde, Atenas era uma cidade parada. O tráfego aéreo esteve interrompido entre as 14h00 e as 16h00 em todos os aeroportos do país, por causa de uma greve dos controladores aéreos – pelo menos 17 voos da Olympic Airlines ficaram em terra. Na capital, ninguém pôde viajar de autocarro e os engarrafamentos multiplicaram-se. Devido à greve de 24 horas dos trabalhadores dos caminhos-de-ferro, a maior parte dos comboios não circulou.
Governo alemão “não tenciona dar um cêntimo”
Após um encontro, no Luxemburgo, com o primeiro-ministro grego, o presidente do Eurogrupo, que junta os ministros das Finanças dos países da moeda única, descartou a “necessidade” de uma assistência financeira a Atenas. As medidas adoptadas pelo Governo de Georges Papandreou, disse Jean-Claude Juncker, “são fortes e duras”.
“Os compromissos assumidos pelo Governo grego estão claramente a abrir caminho para uma saída da situação em que a Grécia se encontra”, afirmou o primeiro-ministro luxemburguês, ao lado do homólogo grego. “Penso que estamos certos quando dizemos que estamos prontos a adoptar acções coordenadas e determinadas, se isso for necessário. Não penso que a acção seja necessária”, rematou.
A poucas horas de receber Papandreou em Berlim, a chanceler alemã tornava, também, a fazer recair sobre Atenas a responsabilidade da resposta ao descalabro orçamental. Isto apesar de defender que é preciso “estar ao lado da Grécia”. Ademais, um porta-voz de Angela Merkel tratou de deixar claro que o encontro entre a chanceler e o primeiro-ministro grego visaria consolidar o “apoio político”. O ministro alemão da Economia, Rainer Brüderle, foi mais longe: “O Governo alemão não tenciona dar um cêntimo”.
A cerimónia de atribuição da distinção decorreu na sede da Vodafone Portugal e teve como principais patrocinadores o Instituto Nacional para a Reabilitação, o Instituto da Água, o Turismo de Portugal e a Fundação Vodafone Portugal, numa iniciativa que pretende reconhecer as praias que se distingam ao nível de boas práticas instituídas na área da acessibilidade.
A praia da Manta Rota obteve o 1º lugar do Prémio anual por ter sido considerada como uma praia modelo a seguir em termos de requalificação e acessibilidade.
Para Luís Gomes, Presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, “este prémio é o reconhecimento por toda a intervenção e trabalho lavado a cabo pela autarquia, e na qual foram investidos cerca de 2 milhões de euros”.
Recorde-se que foi inaugurada em 2007 a requalificação da Praia da Manta Rota, no Concelho de Vila Real de Santo António, permitiu oferecer aos seus visitantes condições consideradas exemplares para uma deslocação à praia. Para além da reformulação da circulação automóvel e da criação de uma nova zona de estacionamentos, recuperou-se a zona dunar e renaturalizaram-se áreas que estavam degradadas. Foram, ainda, construídos passadiços sobrelevados de acesso à praia, bem como uma vasta área de lazer e de recreio.
Todas estas intervenções tinham sido já reconhecidas pelo projecto “Praia Acessível − Praia para Todos”, no âmbito do lançamento do Prémio, ocasião em que a Praia da Manta Rota foi apontada como um exemplo de boas práticas a ser seguido pelas zonas balneares de todo o país.
Na cerimónia decorreu ainda o workshop “Praia acessível: um desafio para todos”, onde foram debatidos diversos temas relacionados com a acessibilidade. Foi ainda feito o balanço do projecto 2009 e lançada a edição “Praia + Acessível 2010”.
Fonte: cm-vrsa.pt
Todas as noites, uma das oito mulheres detidas numa prisão de alta segurança morre com o mesmo método que a levou a ser condenada: se foi presa por tráfico de droga, morre de overdose; se assassinou o marido com quatro facadas, morre assassinada da mesma forma. A ideia de um enredo à volta de uma prisão de alta segurança tem um quê de “Prison Break” e de Paul T. Schering, mas conta, na verdade, com assinatura portuguesa.
“Castigo Final”, minisérie emitida e filmada no Brasil, com actores daquele país, é assinada pela produtora portuguesa beActive e é a primeira produção nacional alguma vez nomeada para os prémios Emmy. A série concorre na categoria “Internacional Digital” aos mais importantes prémios da indústria televisiva, entregues em Abril.
A produtora, virada para conteúdos multiplataforma, aceitou o repto lançado em 2008 por um novo canal de televisão por cabo que estava a nascer no Brasil – a OI TV. O canal procurava ideias para conteúdos e, entre os mais de cem candidatos, a ideia da minisérie de terror “Castigo Final”, desenvolvida pela beActive, foi a vencedora. Exibida entre Outubro e Dezembro de 2009, “Castigo Final” era mais do que uma série de televisão: foram criadas aplicações para telemóvel, jogos interactivos, um canal de YouTube que foi um dos mais vistos no Brasil. A ideia era que cada espectador pudesse ser um pequeno detective, sem esperar por um novo episódio para entrar no universo da prisão feminina.
Nuno Bernardo, director-geral da beActive, acredita que a utilização dos novos meios para divulgação de conteúdos televisivos é a principal razão que catapultou a série para os prémio Emmy. “A série permitiu-nos explorar o caminho por onde a experiência televisiva irá caminhar. Acredito que o consumo de entretenimento passará por aí, por plataformas interactivas”, sustentou o produtor.
A nomeação vem reforçar ainda mais a pretensão da produtora em abordar os canais de televisão portugueses e adaptar o conteúdo de “Castigo Final” a uma versão nacional, com elenco português.
A produtora nascida em 2003 é autora dos formatos “O Diário de Sofia” – transmitida na RTP – e de “T2 para 3″, a primeira série de ficção portuguesa transmitida na Internet. Depois de “O Diário de Sofia” ter sido vendido à Sony Pictures, nos EUA, foram criadas versões locais no Reino Unido e na China (está a ser preparada uma versão para o Médio Oriente). “T2 para 3″ está neste momento a ser exibida na Grécia. É mais fácil vender conteúdos para fora do que para dentro? “Centramo-nos no mercado internacional e aí engloba-se Portugal”, brinca Nuno Bernardo. “É preciso não ficar fechado no casulo. Em Portugal, os canais de cabo têm pouca produção própria. Ou se trabalha para os generalistas – que têm programas que duram dez anos – ou não se trabalha.”
Ionline